terça-feira, 3 de maio de 2011

tuas cores

da janela espero o dia amanhecer o sol já vai chegar amarelo como o dia deve ter você vai despertar... arco-íris, sete cores em teu ser pra um dia eu descobrir qual a cor e o segredo pra fazer os teus olhos sorrir tons em verde, vejo flores es você queria te dizer teu perfume, um jardim dentro de ti vem me entorpecer céu azul, vejo raios furta cor o sol já vai se pôr acontece quase sempre sem querer o vermelho do amor. (Anna Poulain)

sexta-feira, 29 de abril de 2011

In(di)visível...

.como te d'escrevo?
.és a estrela que me faz rir.
(Anna Poulain)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

repouso


.silêncio! eu preciso me ouvir.
.preciso encontrar um lugar pra repousar.
.aqui dentro não é seguro.
(Anna Poulain)

sexta-feira, 25 de março de 2011

consciente inconsciente


.tem uma parte de mim que quer se desprender, andar solta como o vento jogando meu corpo no universo esquecendo as convenções sociais. é exatamente a mesma parte que me leva a ti.
"e pela lei natural dos encontros eu deixo e recebo um tanto"
.sentimento se sente e pronto, sem desculpas e medos, eu sei das coisas do mundo, nem quero ser dona de nada, quero ser livre, quero o outro livre, correntes e prisões não podem fazer bem a ninguém, quero ser rio que corre e deságua em outros rios e em paisagens desconhecidas.
.o amor é uma porta pra dentro, se assim o destino quiser e o universo conspirar, recebo o que é no meu íntimo, inevitável. meu pseudônimo inconsciente, incorruptível e inconsequente.
(Anna Poulain)

quinta-feira, 24 de março de 2011

outono...

.e esse negócio de querer ficar só
parece que só nos engana
a vontade tem vontade própria
de que adianta ser sol sozinho?
acho que quero ser fruta, mato e terra
melhor ainda é ser vento
quente, úmido e silencioso
vai pra longe e depois perto.
(Anna Poulain)
(foto Felipe de Oliveira)

terça-feira, 1 de março de 2011

.metade.de.mim.

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio. Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade. Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo. Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
mas a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste,
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável. Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei. Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço. Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção. E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
(Oswaldo Montenegro)
.esse poema é meu grito sufocado.


Lost for words...

"Eu estava gastando o meu tempo mau-humorado, Eu fui pego em um caldeirão de ódio, Eu senti atormentado e paralisado, Eu pensei que qualquer coisa poderia esperar. Enquanto você está desperdiçando tempo em seus inimigos, Mergulhado em uma febre de rancor, Além de seu campo de visão, a realidade vai desaparecendo, Como sombras na noite. Se martirizar por prudência, Não vai ajudar em nada, Porque não haverá segurança em números, Quando o certo sair pela porta. Você pode ver seus dias atrapalhados pela escuridão? É verdade que você bate com os seus punhos no chão? Preso em um mundo de isolação, Enquanto a hera cresce em sua porta. Então eu abri minha porta para meus inimigos, E eu pergunto se nós podemos limpar a lousa, Mas eles me pediram para eu fazer o favor de ir me foder, Você sabe que você simplesmente não pode vencer..."
(Pink Floyd)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011